sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Inserindo outros jogos dentro do seu RPG

Eu adoro jogar RPG, mas gosto de jogar muitos outros jogos também. Gosto demais quando uma aventura apresenta diversos tipos de desafios que nos fazem reagir de maneiras diversas (combates, enigmas, desafios em que precisamos olhar para longe da ficha de personagem para poder superar). Mas mesmo assim, muitas vezes ainda temos que ficar restritos à algumas mecânicas do jogo que estamos utilizando.

Mas e se conseguíssemos colocar outros jogos dentro dos nossos RPGs? E se pudêssemos, no meio do jogo, deixar as regras do livro básico de lado, sacar um Board Game e ainda continuar interpretando nossos personagens? Bem, isso é possível se formos um pouco criativos e criarmos oportunidades interessantes nas nossas mesas de jogo. A postagem de hoje apresenta, justamente, algumas ideias de como fazer isso e ajudar a inserir coisas diferentes no seu RPG, inclusive outros jogos.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Como eu posso melhorar como mestre de jogo?

2014 se aproxima rapidamente para seu término e 2015 vem chegando com promessa de muitas mesas de RPG e grandes novidades (assim espero). Eu estou com 30 anos, trabalhando de segunda a sexta mas, por incrível que pareça, nunca joguei tanto RPG na minha vida como eu joguei esse ano. Conheci muitas pessoas legais no hobby, fui a alguns do eventos mais legais do mercado e troquei algumas palavras com alguns ídolos do jogo.

Mas sempre chegando a esses momentos de renovação, eu paro para pensar sobre o que vou fazer ano que vem, como posso melhorar meus jogos e como posso me melhorar como mestre (que é algo que eu adoro fazer). E é sobre isso que é a postagem de hoje, uma reflexão que eu convido todos os mestres, narradores, cronistas, juízes ou como quer que vocês se identifiquem, a fazerem. Será que há algo que podemos fazer par tornar nossos jogos mais divertido tanto para nós como para nossos jogadores? É legal termos consciência sobre nossos potenciais de melhoria e isso já é um passo grande que tomamos para melhorar (e sempre temos como melhorar e nos aperfeiçoar). Eu, pessoalmente, tenho em minha mente que preciso trabalhar em pelo menos 4 aspectos.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Como você conseguiu seu equipamento inicial?

Desde os primórdios do nosso hobby, é comum durante a criação dos personagens os jogadores receberem ma certa quantia de dinheiro para gastar e comprar seu equipamento inicial, como espadas, armaduras, mochila, cordas, tochas e todas aquelas coisas (não esqueçam da vara de três metros) que um aventureiro precisa em sua jornada.

Não há nada de errado em simplesmente pegar essa quantia, gastar ela da maneira que quiser, equipar seu personagem inteirinho e nem sequer pensar como tudo isso aconteceu. Agora, se você quiser dar um pouco mais de personalidade e história ao seu personagem, tornando-o mais interessante, você pode pensar em como realmente ele conseguiu todos esses itens. Muito dificilmente ele acordou um dia, tropeçou em um montinho no chão, cavou para ver o que era, achou 200 moedas de ouro e decidiu largar sua vida de fazendeiro de rabanete e se tornar aventureiro explorador de ruínas antigas. Outras possibilidades são mais prováveis e pensar nelas podem dizer um pouco sobre o histórico de seu personagem.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

3 x 3 RPGs - Mais uma brincadeira sobre RPG

Na rede social Google+, há alguns dias, rolou uma brincadeira em que as pessoas compartilhavam a hashtag #3x3RPGs e faziam uma lista de três RPGs obedecendo 3 categorias: RPGs jogados mais recentemente, RPGs que mais se divertiu e RPGs que mais gostaria de jogar. Não sei bem o objetivo original da brincadeira, mas pra mim ela serve para mostrar a diversidade de jogos existente, a variedade de pessoas que e de gostos que cada uma pode ter e aumentar o "awareness" das centenas de jogos por aí.

Sendo assim, resolvi fazer uma postagem no mesmo esquema e convidar todo mundo a fazer o mesmo, seja nos comentários aí embaixo, seja no facebook, seja nos seus próprios blogs. A brincadeira consiste em citarmos (e se você quiser, falar um pouco deles) 3 RPGs em três diferentes categoria: Os últimos 3 RPGs jogados (aqueles que você jogou a menos tempo), 3 RPGs que você mais gostou de jogar (os seus favoritos e que você tem as melhores lembranças) e 3 RPGs que você gostaria de jogar (e que não costuma conseguir jogar, seja qual for o motivo). Bem, vamos à minha lista.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Alterando aventuras para seu jogo

Já falei algumas vezes aqui sobre o uso de Aventuras Prontas e o porquê deu gostar tanto delas, especialmente depois de conhecer a linha de aventuras do Dungeon Crawl Classics RPG, que tem excelentes autores na sua produção e sempre trazem ideias novas e divertidas. Mas, mesmo assim, sempre tem algo que a gente acaba tendo que modificar e adaptar à nossa mesa e ao nosso gosto.

Recentemente, após mestrar várias aventuras diversas vezes (jogando as mesmas aventuras mais de uma vez), fui percebendo algumas coisas que eu poderia mudar e "melhorar" para minhas mesas e que trariam mais divertimento para mim e para os jogadores com os quais costumo jogar. A questão não é nem se a aventura era boa ou não inicialmente, mas torná-la mais adequada às nossas expectativas e, consequentemente, mais satisfatória no final. Algumas das alterações que mais comumente costumo fazer (assim como exemplos das mesmas) seguem abaixo:

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Dosando fantasia com pitadas de realidade

O quão real são suas campanhas de fantasia? Todos nós (ou pelo menos a maioria de nós) joga RPGs de fantasia em que a realidade, ou parte dela, é suplantada por elementos fantásticos. Muitas vezes boa parte do cenário é baseado na realidade, como um mundo de sociedade feudal, instituições religiosas baseadas nas que realmente existiram, armas e tecnologia típicas de idade medieval e outras coisas. Acontece que adicionamos a isso coisas fantásticas como feitiçaria, monstros, deuses, viagens interplanares e toda a sorte de coisas que nós já conhecemos.

Mas o quanto de realidade e fantasia faz uma mistura ideal? Bem, isso depende de cada um mas acho importante termos consciência das consequências dessa dosagem entre realidade e fantasia nas nossas mesas. A fantasia existe pelo contraste com a realidade. Tirando-se uma delas da equação a outra perde um pouco seu sentido.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

E se não houver aventura?

Muitas aventuras de RPG começam com um pedido de ajuda. Alguém ou algum lugar está com algum tipo de problema e não consegue lidar com ele, por isso procura "aventureiros" e "heróis" para que resolvam aquele problema para eles. Mas será mesmo que eles precisam de ajuda? Ou será que o medo e a superstição dos aldeões não está fazendo com que eles vejam "monstros", "maldições" e "fantasmas" onde não existe nada?

E se na próxima aventura que o grupo de embarcasse não houvesse aventura alguma? Imaginem que em um vilarejo a população esteja sofrendo com algum problema que tenha causas racionais e mundanas mas que os aldeões estejam criando razões sobrenaturais para aquilo estar acontecendo. Talvez seja algo que nós, devido ao nosso conhecimento de ciência básica, compreedemos mas as pessoas de um mundo medieval de fantasia não tenham nenhuma ideia. Isso levaria a alguns pontos interessantes, mas para ser bem feito, essa "desaventura" precisaria de alguns detalhes.